Tempo de leitura: 2 minutos
Vamos começar uma série de posts na nossa lista de e-amils sobre fadiga do concreto armado.
Se você trabalha projetando estruturas de concreto já deve ter reparado que raramente se preocupa com o a FADIGA do concreto. Aos que trabalham projetando edificações, sejam casas ou mesmo edifícios, me arrisco a dizer que nunca nem se preocuparam em verificar fadiga de vigas, lajes e pilares.
Talvez alguns de vocês estejam até pesando: “Uai! Eu nem sabia que tinha que ver essa tal da fadiga.”
Bem, primeiro, pode ficar calminho(a), porque eu já estou no projeto de número 500 e alguma coisa e até hoje nunca precisei dimensionar fadiga nos elementos estruturais dos meus prédios.
É preciso ter em mente que a fadiga de um material está intimamente ligada as ações dinâmicas e repetidas, ou seja, fadiga é associada a cargas cíclicas.
SIM! Para ter fadiga precisamos que as cargas atuantes tenham módulos variáveis no tempo.
Mas não só isso, essas ações cíclicas precisam ter magnitude suficientemente grandes para gerar um estado de tensões que por sua vez consiga gerar uma propagação de microfissuras.
Enson, se entendi bem, quando tem carga oscilando preciso considerar a fadiga, mas nossas cargas acidentais nas casas edifícios são variáveis, oscilam em valor.
Isso está correto, no entanto, existem alguns pontos que precisam ser levados em conta:
1 – As cargas variáveis representam um percentual relativamente baixo da carga total atuante. Em alguns casos, cerca de 15% da carga total.
2 – Mesmo sendo uma carga baixa, em termos de forças inerciais, há pouca ou quase nenhum efeito dinâmico que possa existir por exemplo numa laje que serve para ser a sala da sua casa.
Este Item 2 é importantíssimo. É preciso entender que as ações acidentais de um apartamento geram baixíssimas acelerações da estrutura. Mesmo quando meus filhos estão correndo dentro de casa a aceleração gerada na estrutura é irrisória.
Isso faz toda a diferença!
Porque na prática essas ações não são cíclicas e não têm grandeza suficiente para gerarem com frequência uma oscilação significativa nas tensões de trabalho das peças.
Já em pontes e viadutos a questão é completamente diferente.
Lá não só as cargas móveis têm magnitudes que são representativas em termos de esforço final, como as cargas são grandes o suficiente para gerarem efeito dinâmicos nos elementos estruturais. Nesse caso não tem escapatória. Você precisa sim verificar a fadiga.
Lembrando que o grande perigo deste fenômeno é que a ruptura pode ocorrer para valores de tensões bem abaixo da tensão de ruptura do material.
Gostou?
Fica ligado que em breve vamos falar mais de fadiga. Ainda vou abordar as combinações de cargas e como verificar os valores.
PS.: SE AINDA NÃO CONHECE NOSSO CURSO DE DETALHAMENTO AVANÇADO DA UMA ANALISADA CLICANDO AQUI:
