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Esses dias me perguntaram o que fazer se dentro do mesmo pavimento eu tiver lajes ortogonais e lajes inclinadas. Tipo o pavimento da figura a seguir:

Repare que L1 e L2 são lajes que fogem da direção ortogonal e tem direções próprias.
Neste tipo de situação existem basicamente duas abordagens que o projetista pode fazer no que se refere a geração da malha de grelha:
1- Deixar uma direção única da malha para todas as lajes
2- Deixar uma direção definida pela direção da própria laje A maioria dos softwares, a exemplo do TQS, vão disponibilizar esse tipo de tratamento. No caso específico do TQS, temos um critério em laje plana que possibilita a escolha da direção das barras do grelha, como pode ser visto a seguir:

Mas como devemos proceder?
Qual o jeito correto de gerar a malha?
Se considerar de uma forma ou outro os esforços mudam?
No caso de discretização “por laje” a direção principal da malha da grelha seguirá a definição da direção principal definida em cada uma das lajes no modelo. Assim a geração da malha será conforme a imagem a seguir (repare que você tem malhas na direção de cada laje usadas para armação):

No TQS estas lajes podem ser detalhadas diretamente através do Editor de Esforços.
MAS AQUI VEM O GRANDE CUIDADO:
Não haverá uma “correta” consideração da continuidade entre lajes, ou seja, não se tem transferência de momento negativo entre as lajes com direções diferente de malha.
Enson, e o que faço nessa hora? Podemos contornar esse problema impondo uma inércia à torção nas vigas de apoio que estão na adjacência das lajes com direções de barras diferentes. Com isso os momentos negativos tendem a ficarem mais coerentes.

NÃO SE ASSUSTE:
Se você optar por manter uma direção única das barras de grelha (que é o padrão do sistema) isso garante que haverá continuidade entre lajes diferentes, mas tuas lajes com direções principais diferentes (das ortogonais) não poderão ser detalhadas pelo Editor de Esforços. Nesse caso, você terá que detalhar a armadura na mão