EFEITO DE FLUTUAÇÃO: VOCÊ SABE CALCULAR?

Tempo de leitura: 3 minutos

Sabia que existe um risco real de uma piscina ou reservatório enterrado flutuar?

A imagem a seguir foi feita por mim em uma visita a um reservatorio de mais de 1000m³ que flutuou.

Perceba que o lado direito do reservatorio está mais alto que o lado esquerdo. Um dia antes dessa visita deu uma chuva muito forte. Ao fazer o reservatorio a obra escavou somente ao redor e não deixou um escape para agua da chuva. Veio uma tempestade e encheu o buraco onde o reservatorio começou a ser executado. Não deu outro: o reservatório que ainda estava vazio e sem o peso próprio da tampa flutuou!

É bem incomum, para dizer impossível, um reservatório apoiado flutuar.

Mas isso é bem difente para reservatórios enterrados.

Este tipo de estruturas, independente da sua funcionalidade, precisa ser verificado quanto ao efeito de flutuação, ou seja, você enquanto projetista precisa verificar o valor da pressão exercida de baixo para cima pelo lençol freático.

Caso o nível do lençol esteja acima da laje de fundo, como mostra a figura abaixo, é necessário verificar se a pressão exercida é menor que o peso do reservatório vazio no solo. Em outras palavras, temos que somar a carga do peso próprio e revestimento da tampa e do fundo, o peso próprio das paredes e o peso da camada de solo sobre a tampa. Essa carga deve ser dividida pela área da laje de fundo em contato com o solo gerando uma pressão no solo. Esse valor deve ser maior que a subpressão gerada pelo lençol freático.

Repare que não contabilizei a sobrecarga do local. Um reservatório enterrado em uma zona de estacionamento, por exemplo, terá uma carga acidental de no mínimo 300 kgf/m². Essa carga, apesar de ser utilizada nos cálculos de ELU, não deve ser contabilizada quando fizermos a verificação do efeito de flutuação.

Para o cálculo da pressão gerada pelo lençol, basta multiplicar o peso específico da água pela altura da água acima do fundo da laje de fundo.

Em muitas regiões do Brasil, é comum ter o lençol freático aflorando. Se o reservatório for construído em regiões onde há um risco do lençol subir, o ideal é que essa verificação seja feita para a distância do fundo até o nível do piso. Isso vai garantir, que mesmo no pior caso, o reservatório não sofrerá nenhum efeito de flutuação.

Mas e se a pressão do lençol freático for suficiente para “arrancar” o reservatório do chão? O que fazer?

Bem, existe mais de uma possibilidade de resolver esse problema. A mais comum é criar aba ao redor do reservatório.

Se quiser saber como essa conta é feita em detalhe… eu tenho uma ótima notícia.

Dias 29 e 30 de setembro teremos a 6a Turma do meu curso Projeto de Reservatórios Elevados, Enterrados e piscinas. e eu gostaria muito que você participasse. O curso é super barato e muito completo! Ensinamos a projetar e detalhar piscinas de concreto armado e alvenaria estrutural.

Reservatórios elevados circulares e retangulares elevados e enterrados.

Mais infos CLICA AQUI

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *