[2/2] ARMADURA CONTRA COLAPSO PROGRESSIVO

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A principal razão de se utilizar armadura contra o colapso progressivo no encontro de lajes apoiadas diretamente em pilares é permitir uma maior ductilidade a ligação. Em caso de ruína dessa interface a armadura de colapso progressivo deve ser capaz de “segurar” a laje junto ao pilar, mesma que aquela esteja em ruína.

A filosofia é que a área total dessa armadura seja capaz de sustentar a força vertical de cálculo do pilar.

Matematicamente:

As = Fsd / Fyd. A nova NBR6118 corrigiu essa expressão para:

As = 1,5xFsd/Fyd

Sendo “As” o somatório de todas as áreas das barras inferiores que cruzam cada uma das faces do pilar

Então para os pilares abaixo como temos 2 barras cruzando o pilar em cada direção a área da barra seria contabilizada 4, 6 e 8 vezes:

Lembrando que como diz a NBR6118 no item 19.5.4

“Para garantir a ductilidade local e a consequente proteção contra o colapso progressivo, a armadura de flexão inferior que atravessa o contorno C deve estar suficientemente ancorada além do contorno C’ ou C”” A nova 6118 mudou a figura que representa a armadura de colapso progressivo. A nova representação ficou como mostrado a seguir:

PARA ILUSTRAR FAÇAMOS UM EXEMPLO:

Dada uma força de cálculo de 30tf e aço CA50.

A armadura seria 30×1,5/(5/1,15) = 10,34cm²

Se dividirmos 10,34/12 = 0,86cm²/barra (supondo 3 barras em cada direção);

Nesse caso, precisaríamos de 2×3 fi 12,5.

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