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TODO DIMENSIONAMENTO DE VIGAS E LAJES PROTENDIDAS ENVOLVEM O CÁLCULO DE AO MENOS 3 TENSÕES NO PLANO DA PEÇA.
POR QUE ISSO ACONTECE E POR QUE PODEMOS SIMPLESMENTE SOMÁ-LAS?
Primeiro, devo lembrar a você que o cálculo da protensão é feito, preferencialmente, no ELS o que nos permite fazer uma aproximação do material como sendo elástico linear.
Guarde bem essa informação, porque isso tudo nos permite utilizar o princípio da superposição de efeitos e a nossa vida, em termos de protensão, vai ficar bem mais simples.
Lembro que este príncipio diz que: “o efeito de determinado carregamento combinado em uma estrutura pode ser obtido determinando-se separadamente os efeitos das várias forças e combinando os resultados obtidos “
Bom, fica agora a dúvida: quais tensões atuam em uma viga protendida?
Existem três tensões atuantes que podem ser representadas pelo seguinte somatório:

Primeiro, teremos a tensão normal gerada pelo cabo, essa tensão é aproximada como sendo P/A, ou seja, a força de protensão dividida pela a área total da peça.
Soma-se a isso a tensão de flexão gerada pela excentricidade do cabo. SIM! O cabo gera momento fletor mesmo.
Sempre digo nas minhas aulas que devemos pensar os cabos de protensão como forças; se tem força e tem excentricidade é porque tem braço de alavanca e naturalmente o momento surge. Surgindo momento, temos tensões normais de flexão também.
Então entenda que o cabo sendo excêntrico gera duas tensões normais: a normal direta e normal de flexão.
Por último, tem a tensão gerada pelo carregamento externo. A exemplo do que acontence com o cabo excêntrico o carregamento externo também gera uma tensão normal de flexão. Essa é a mesma tensão que é gerada nas vigas e lajes de concreto armado.
Inclusive o cálculo dessas tensões para ELS é rigorosamente o mesmo se for armado ou protendido e segue a formulação de resistência dos materias.
Todo software de protensão vai fazer a conta dessas 3 TENSÕES para cada combinação de carga exigida pela norma.
Veja essas tensões sendo representadas a seguir pelo VPRO:

ATENÇÃO! Para a combinação do Ato da Protensão como o mostrado na figura acima, ainda vale o princípio da superposição visto que a peça ainda não tem fissuras e por isso pode ser enquadrada dentro de um regime elástico linear.
Digo isso, porque o ATOPRO é ELU e não ELS, mas mesmo assim é um caso particular de ELU sem fissura!
Eu acho isso fantástico. Legal demais entender tudo isso!
Se gostou do que aprendeu aqui imagina agora se desenvolver mais e aprender a fazer projetos de estruturas de concreto protendido!
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