Tempo de leitura: 4 minutos
COSTUMO DIZER QUE ESTRIBO DE PILAR NUNCA É CALCULADO. SEMPRE É ESTIMADO.
Todos(as) sabemos que a principal função do estribo no pilar é garantir que as barras longitudinais não flambem.
O termo estribo no pilar é meio “incoerente”, porque a princípio o cisalhamento que ocorre nos pilares não tem necessidade de serem armados (ai você tenha bom senso… tem casos, por exemplo, pilares parcialmente enterrados que o cisalhamento passa a importar).
O fato é que o estribo de pilar não tem um cálculo de esforço. Ele é estimado em função das características geométricas do pilar e da barra longitudinal.
Exemplo: A bitola do estribo é tomada como:

Veja que não tem cálculo, isto é, não tem definição de diagrama de cortante e tal. É algo puramente geométrico mesmo: 5mm ou 0.25 da bitola da barra longitudinal.
Isso faz com que projetista adotem estribos de pilar através de uma tabela.
Eu mesmo tenho a minha:

No entanto, existe um caso específico em que o estribo do pilar independente da situação precisar ser analisado.
O Item 18.5 da NBR 6118 faz a seguinte exigência (este item continuará o mesmo na atualização da norma):

Repare que não mais o projetista pode usar apenas os critérios em função da bitola longidutinal.
É preciso fazer uma verificação como placa. Na prática, isso quer dizer que você precisa verificar o pilar parede como se ele fosse uma laje… ou seja, tomando os esforços que vem do pórtico e analisando o pilar transversalmente como se fosse uma laje. Isso não é tão simples de ser feito, principalmente porque é muuuuito difícil definir os esforços reais em um pilar a partir de todos os casos de carregamento.
Muitos engenheiros ainda acham que se dimensiona um pilar pela carga vertical… isso não poderia estar mais distante da relidade. Pilares precisam ser analisados pela carga vertical, efeitos de segunda ordem global, efeitos de segunda ordem local e em casos de pilares paredes ainda tem efeitos de segunda ordem localizados.
É uma salada! Dentro de uma estrutura vertical, não tem nada mais complicado do que armar um pilar.
Mas qual a saída para analisar o pilar transversalmente?
Tem mais de um jeito de fazer!
Hoje vou falar de uma versão aproximada dentro do próprio TQS. A figura a seguir mostra o pavimento tipo de um dos prédios que usamos no meu curso de DETALHAMENTO AVANÇADO.
O pilar no círculo amarelo é parede.

O primeiro lance do pilar foi gerado da seguinte forma:

Veja que o estribo foi gerado como tabelado. Isso é só uma questão de ajuste de cirtérios do programa. Sobre prilar parede, o default do TQS a aramdura pela regra dos 25% e não fazendo análise de placa. Ele vai armar para os 25% da armadura da face/m. No exemplo acima, temo 13 barras de 12,5 na face… o que daria um Asw de 6,5cm²/m. Logo, para esse valor de área de aço, o estribo deveria ser 5 c/6.
Por que armei com 5c/15? Porque na análise desse pilar por flexão trasnversal, os momentos são mínimos.
Se você quiser ajustar esse estribo tem que fazer a conta por fora!
Uma sugestão é fazer uma análise de lâmina que a própria calculadora do TQS fornece e gerar os momentos transversais (essa calculadora é estudada exaustivamente no nosso curso). A figura a seguir mostra o lance do pilar. Veja que para a seção de 100x 24, esses momentos resultariam em armaduras mínimas. Alguns ajustes devem ser feitos, mas a análise de laminca pemite uma aproximação desses valores.

Lembrando que em edifícios altos (>20 pavs), é normal que pilares parede fiquem com armaudra mínima já na metade do prédio.
Isso resulta em estribos “leves” usando esse critério dos 25% da arm longitudinal por metro.
Nos lances inferiores, as vezes faço uma verificação local como placa na tentativa de viabilizar um estribo mais brando. De um jeito ou de outro importa você saber que não podemos mais usar critérios baseados somente na bitola da arm longitudinal. Pilar-parede é diferente… ou faz a análise como placa ou faz o uso dos 25% de norma.
Se gostou do insight nesse e-mail, vem fazer nosso curso de DETALHAMENTO AVANÇADO DE ESTRUTURAS DE CONCRETO ARMADO, que você terá acesso a muitas outras dicas e será um projetista muito melhor e mais confiante!
Alguns assuntos que abordamos em PILARES:

PARA MAIS INFORMAÇÕES CLIQUE AQUI
